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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Após ‘campanha’, elenco se anima com negociação para manter Kleina

O anúncio da diretoria do Palmeiras de que negocia a renovação com Gilson Kleina foi elogiado pelo elenco. Depois de uma série de declarações do grupo em apoio ao treinador, o zagueiro Henrique manifestou sua satisfação por saber que o comandante virou agora a prioridade do clube, depois do fracasso nas conversas com o argentino Marcelo Bielsa.
“Nós ficamos felizes, pois sempre vínhamos falando do bom trabalho dele. Às vezes, as pessoas não veem como ele trabalha nos bastidores, mas o grupo todo gosta muito dele e tem respeito, assim como ele tem por nós”, afirmou o capitão, que é um dos líderes do grupo.
Logo depois da confirmação do acesso à Série A, o presidente Paulo Nobre afirmou que não levaria em conta a ‘campanha’ dos atletas em prol do técnico, mas, como não houve acerto financeiro com Bielsa, teve de iniciar a negociação de renovação com Kleina. Apesar da mudança de postura da cúpula alviverde, o atacante Alan Kardec não acha que a opinião do grupo tenha sido preponderante.
“Já ficou um assunto chato, de tanto que se fala, com especulação. Não cabe aos jogadores, é um assunto da comissão com a diretoria. Qualquer coisa que falarmos não vai interferir na decisão das pessoas, mas todo mundo sabe do carinho que temos pelo Kleina. Todos foram bem claros ao dizer o que acham”, ponderou.
A diretoria palmeirense só iniciou as conversas com o técnico na segunda-feira. Na tarde desta quarta, o diretor executivo José Carlos Brunoro voltou a se reunir com o comandante, mas ainda não há um acerto.
Como recolocou o Palmeiras na elite nacional, Kleina espera uma valorização salarial e, assim, o desfecho das negociações pode demorar. Um novo encontro entre as partes deve ser realizado ainda nesta semana.

Após derrota, Kardec se diz “mordido” e espera apoio da torcida

O péssimo desempenho do Palmeiras na derrota por 1 a 0 para o Paysandu incomodou o elenco. Depois de ter desperdiçado a chance de oficializar o título da Série B na noite de terça-feira, o atacante Alan Kardec reconhece que o time ficou chateado e espera agora o apoio da torcida, que vem se dividindo nesta reta final.
“Depois de uma derrota, é natural que todos estejam chateados. Todo mundo ficou muito mordido com este resultado fora de casa e a força tem de ser triplicada, para buscarmos o título em casa, com apoio da torcida”, afirmou.
O Palmeiras precisava apenas de um empate contra o Paysandu, em Belém, mas levou pouquíssimo perigo à meta adversária e ainda teve seu sistema defensivo envolvido no gol de Yago Pikachu. Agora, a expectativa fica para o jogo de sábado, no Pacaembu, diante do Boa Esporte. Apesar das controvérsias envolvendo a torcida, Kardec ainda tem esperança de incentivos na partida.
“Este título está gerando uma certa ansiedade, o que é normal, porque falta pouco. Estamos convocando a torcida para mais uma vez nos apoiar na nossa casa”, reiterou. O zagueiro Henrique, que cumprirá suspensão automática no sábado, também espera que o time, enfim, sacramente o título.
“Tudo deu errado ontem (terça), mas, com certeza, a torcida vai estar lá para nos apoiar. Para nós, este título é importante e acho que vai dar tudo certo no sábado”, ponderou.
Nas recentes atuações do Verdão no Pacaembu, a principal uniformizada do clube adotou uma postura de protestos, alegando que a Série B é apenas obrigação. Porém, parte dos torcedores comuns até vaiou os uniformizados para defender o time.

Henrique se arrepende e admite exagero, mas reclama de árbitro

O zagueiro Henrique admitiu que perdeu o controle na reclamação que gerou sua expulsão na derrota por 1 a 0 do Palmeiras para o Paysandu, na noite de terça-feira. No desembarque da delegação alviverde, no aeroporto de Guarulhos, nesta quarta, o jogador reconheceu sua responsabilidade, mas sem deixar de reclamar do árbitro Anderson Daronco.
“Exagerei, mas o juiz também. Claro que assumo minha culpa”, afirmou o atleta. “Estava nervoso, porque não foi só naquele lance. O juiz já vinha errando e, sem razão nenhuma, deu falta para eles. Aquela foi a gota d'agua. Ele falou que eu gritei, o xinguei e me expulsou”.
Apesar de reclamar, o jogador sabe que poderia ter se comportado diferente. “Eu me arrependo, mas, no futebol, as coisas acontecem muito rápido. Tinha o calor do jogo, com a ansiedade para ganhar e definir logo lá. Estou triste de ficar fora, mas fico na torcida agora”.
Henrique cumprirá suspensão automática na partida em que Palmeiras pode confirmar o título da Série B

























O Palmeiras precisava apenas de um empate contra o Paysandu, em Belém, para se sagrar campeão, mas jogou muito mal e perdeu por 1 a 0. Nos instantes finais da partida, quando atuava praticamente como um atacante, Henrique disputou a bola perto da linha de fundo ofensiva, e o árbitro assinalou falta do palmeirense.
Advertido com o cartão amarelo, o capitão até se ajoelhou, dando tapas no chão e reclamando bastante. O árbitro, então, excluiu o jogador, que ficará fora do confronto contra o Boa, no sábado, quando o Verdão pode, enfim, confirmar o título. Ainda na terça, o volante Eguren afirmou que seu colega de time precisava de mais paciência em campo, mas, nesta quarta, mudou o discurso.
“O que falei é que o juiz tem de respeitar também o capitão do Palmeiras. Podem ter me interpretado mal. Falei que um jogador da Seleção tem de ser mais respeitado pelo juiz”, afirmou o uruguaio.
Porém, na súmula, Anderson Daronco relatou as reclamações e escreveu que Henrique “por bater com as mãos no solo, protestando contra a arbitragem, dizendo as seguintes palavras: ‘Tá maluco? Tá de palhaçada’. O atleta, após ser expulso, veio em minha direção batendo palmas, dizendo o seguinte: ‘parabéns, conseguiu o que tu queria’”.

Kleina tem nova reunião com diretoria, mas ainda não acerta

O técnico Gilson Kleina foi procurado novamente pela diretoria do Palmeiras, na tarde desta quarta-feira, no hotel em que a delegação estava hospedada, em Belém. Principal opção do clube para a próxima temporada, o treinador teve uma conversa mais abrangente com o diretor executivo José Carlos Brunoro e ainda está distante de um acordo.
“Falamos de futebol em geral, do contexto todo. Vamos nos falar melhor em São Paulo”, declarou o treinador, no desembarque do elenco alviverde no aeroporto de Guarulhos, na noite desta quarta, depois da derrota para o Paysandu.
As negociações pela renovação começaram apenas nesta semana. Sem ter conseguido um acordo com Marcelo Bielsa, que era a primeira opção para 2014, o Palmeiras se reuniu com Kleina na segunda, confirmando que almejava o treinador estrangeiro.
Como não teve acordo com Bielsa, o clube quer agora renovar com Kleina, que tem contrato apenas até dezembro. Porém, ao se tornar a principal alternativa, o técnico quer uma valorização, até por ter recolocado o time na elite nacional.
A tendência é de uma negociação demorada. Se dependesse do Verdão, a conversa desta quarta já daria um avanço maior na renovação, mas Kleina ainda quer a ajuda de seu empresário nas tratativas.
O treinador deve se reunir novamente com a cúpula alviverde ainda nesta semana, apesar de avisar que seu principal objetivo no momento é sacramentar o título da Série B. Depois da derrota para o Paysandu, na noite de terça, quando teve um péssimo desempenho, o Palmeiras busca o ponto que falta para o título no sábado, diante do Boa, no Pacaembu.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Marcos torce por renovação de Kleina, mas deixa assunto para direção

Aposentado na época em que Luiz Felipe Scolari ainda era o técnico do Palmeiras, Marcos defendeu Gilson Kleina nesta terça-feira. Apesar de não ter sido dirigido pelo treinador, o ex-goleiro manifestou seu apoio à permanência do comandante, que tem contrato apenas até o fim da temporada.
“Sou a favor (da renovação), porque o Kleina chegou no ano passado, quando o time estava para cair, e permaneceu durante toda a Série B. No meu ponto de vista, ele tem de continuar, mas não sou eu que decido, o clube está cheio de gente para definir o futuro dele. Só torce para que permaneça”, afirmou o ex-jogador, durante evento de lançamento do filme sobre sua vida.
Gilson Kleina chegou ao Palmeiras no decorrer do Brasileirão do ano passado, para substituir Felipão, com a missão de salvar a equipe do rebaixamento. Mesmo sem ter alcançado o objetivo, o treinador foi mantido do cargo nesta temporada, superando até a troca de presidente: saiu Arnaldo Tirone e chegou Paulo Nobre.
Agora, o futuro do treinador é uma incógnita. A direção alviverde ainda não definiu a renovação e também não confirma sua saída. Marcos, então, prefere não se envolver. Desde que anunciou sua aposentadoria, no início de 2012, o ex-goleiro se tornou integrante de campanhas de marketing do clube, mas deixa claro que não toma decisões na cúpula alviverde.
“É uma questão de diretoria a definição do treinador. E há jogadores que estão acabando contrato também, mas só a diretoria e o Paulo Nobre podem decidir. Sei muito pouco sobre o ano que vem, só sei que teremos muita coisa (ações de marketing) para o centenário”, acrescentou.
Além de Kleina, o Palmeiras tem 13 jogadores com contratos apenas até dezembro: Leandro, Vilson, Léo Gago, Rondinelly, Marcelo Oliveira, Charles, Ananias, Márcio Araújo, Bruno, Ronny, André Luiz, Fernandinho e Wendel.

Em filme, Neymar lembra que gritava “Marcos” quando era criança

O ex-goleiro Marcos foi reverenciado até mesmo por ídolos de outros clubes no documentário sobre sua vida. Logo no início do filme “Santo Marcos”, lançado nesta terça-feira, na capital paulista, o ex-santista Neymar relembra que era fã do pentacampeão na infância.
Em declaração dada à produção do documentário, o jogador do Barcelona explicou que, quando brincava defendendo na época de criança, “gritava nomes de goleiros, como o Marcos. Falava Maaarcos”. Apesar de ter feito história pelo Santos, o atleta torcia para o rival na infância.
A admiração de Neymar pelo Palmeiras se tornou pública quando foi revelada uma fotografia do atleta, ainda garoto, com a camisa do clube. Já em junho deste ano, a TV Globo exibiu um vídeo de quando o jogador era criança e confirmava a torcida pelo time da capital.
Neymar não é o único ídolo de time rival do Palmeiras que participou do filme sobre a carreira de Marcos. O ex-corintiano Ronaldo Nazário e o capitão são-paulino Rogério Ceni também prestam homenagem ao ex-goleiro, assim como Romário, que nunca defendeu o Verdão.

Marcos foi homenageado por ídolos de outros clubes, como Neymar, Ronaldo e Rogério Ceni

Palmeiras já avisa: comemorará título mesmo se a torcida discordar

As vaias recebidas na confirmação do acesso à primeira divisão, após o 0 a 0 com o São Caetano no Pacaembu, deixaram os jogadores irritados a ponto de pouca festa ser feita em campo. Nesta terça-feira, contudo, será diferente: o elenco já avisou que comemorará de qualquer forma caso o título da Série B seja confirmado na partida contra o Paysandu, em Belém.
“Com certeza, se não comemorarmos em campo porque o resultado não foi bom, dentro do vestiário vamos nos abraçar e comemorar bastante”, avisou Juninho.
A expectativa, contudo, é de festa também nas arquibancadas do Mangueirão: palmeirenses do Pará, que não veem um jogo do time há mais de três anos, preparam uma grande celebração para o segundo título do clube na Série B. E a conquista é bem provável mesmo antes de a equipe entrar em campo para o jogo das 21h50 (de Brasília), já que basta a Chapecoense não vencer o Paraná em partida às 19h30, em Curitiba.
Os jogadores só esperam que seja respeitado o esforço pela campanha na segunda divisão. “Escutamos muito que a Série B é obrigação, mas sabemos o tanto que ralamos aqui. Para o grupo, é um momento muito importante, batalhamos bastante para antecipar esse objetivo. Não está sendo fácil essa Série B”, indicou Juninho.
“O torcedor, por ser Série B, não comemorará tanto como se fosse na Série A, e a diferença é muito grande mesmo. Mas é mais um campeonato, mais um título. Independentemente do campeonato que o Palmeiras disputa, é clube grande e tem que ficar em primeiro”, argumentou o lateral esquerdo.

Juninho já antecipou que haverá troca de abraços, mesmo que só nos vestiários, quando o título se confirmar