Desde que deixou o Palmeiras, o ex-volante passou seis meses na Inglaterra para aperfeiçoar seus conhecimentos da língua inglesa e compreender melhor a cultura futebolistica europeia. De volta ao País, César Sampaio concedeu entrevista exclusiva à Gazetaesportiva.net e descartou ter qualquer mágoa com a alta cúpula alviverde.
“São pessoas preparadas, que estão há algum tempo buscando esta oportunidade. O José Carlos Brunoro é um cara de mercado, com histórico no Palmeiras, no Audax e consultoria em outros clubes, além dessa parte acadêmica muito bem desenvolvida. Esse é o modelo de gestão que entendo que é necessário para o mundo de hoje, para a fatia de mercado que este esporte ocupa hoje”, afirmou o ex-atleta.
Atleta profissional entre 1986 e 2004, Sampaio atuou pelo Palmeiras em dois momentos de sua carreira. No primeiro deles, entre 1991 e 1994, participou do renascimento do clube em cenário nacional, conquistando bicampeonato brasileiro, duas vezes o Paulista e uma o Rio-São Paulo. Na segunda, entre 1999 e 2000, foi capitão no inédito título da Copa Libertadores da América e em outra edição do Rio-São Paulo.
Oficialmente vinculado ao Palmeiras até 31 de dezembro do último ano, Sampaio chegou a trabalhar sem ser remunerado no inicio desta temporada. Quando Paulo Nobre venceu as eleições presidenciais e assumiu o comando do clube alviverde, no último mês de janeiro, o ex-jogador acabou sendo trocado por Omar Feitosa na função.
Durante o período em que ocupou cargo diretivo no Palmeiras, Sampaio foi um dos responsáveis por importantes decisões nos bastidores do clube alviverde, como a troca do treinador Luiz Felipe Scolari por Gilson Kleina, então na Ponte Preta, em setembro do último ano. E, em meio ao futuro incerto de Kleina na equipe paulista, o gestor mostrou apoio ao técnico para seguir no comando da equipe na elite do Campeonato Brasileiro em 2014.
“A pessoa mais bem informada sobre esse grupo, melhorias e planejamento esportivo para o Palmeiras em 2014, é o Kleina. Ele sabe as características dos jogadores, quem combina com quem e o que ainda é necessário evoluir. Os números também mostram isso, independente de que seja na Série B. O Palmeiras é um clube desproporcional para a segunda divisão, mas quando o juiz apita é tudo igual. É uma competição difícil, com logística desumana”, completou o ex-gerente de futebol.
“Temos o ano do centenário, a inauguração da arena. Espero que o Palmeiras volte a ocupar o espaço que sempre teve de importância, respeito e brigando pelos títulos mais importantes”, encerrou o gestor, que assinou contrato na última quinta-feira para ser superintendente do Joinville.






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