quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Valdivia se garante fisicamente e culpa Kleina por não jogar 90 minutos

Em 62 jogos do Palmeiras no ano, Valdivia só esteve em 24, atuando integralmente apenas em oito deles. A culpa desses números, de acordo com o próprio chileno, é de Gilson Kleina. O técnico já disse que o jogador mais caro do elenco não é alguém com quem se deve contar em todas as partidas, e o meia rebate garantindo estar bem fisicamente.
“O Gilson me poupou só uma vez. E faz tempo que estou podendo jogar 90 minutos. Se o treinador me tira com 70, 80 minutos, vou fazer o quê? Não vou brigar com o treinador dentro de campo”, disse o camisa 10, assegurando até sua vontade de não ser substituído.
“Desejo, quero e posso jogar 90 minutos. Mas, infelizmente, tem um treinador, um comandante que escolhe a melhor opção no jogo e me tira. Joguei na seleção por 90 minutos e aqui também no sábado. Não tem essa de que só posso atuar em um ou outro jogo”, continuou o atleta.
Durante a lesão na coxa direita que impediu Valdivia de jogar por mais de 100 dias no primeiro semestre, Kleina avisou que dificilmente o chileno poderia atuar duas vezes por semana. Mas o usou com frequência desde julho, como lembrou o próprio meio-campista.
“Em uma das últimas vezes que me machuquei, treinei dois ou três dias, sendo um deles com rachão, para voltar contra o Ceará em Fortaleza, em um calor absurdo. Era para jogar 20 minutos, mas fui titular e joguei sem problemas”, argumentou. “Fisicamente já estou bem há um tempo. Às vezes não jogo 90 minutos porque tem um treinador que decide quando você joga, bola parada, pênalti, e temos que respeitar.”
Apesar de repassar a culpa ao treinador, Kleina sempre disse que respeitaria todas as decisões de seus colegas de comissão técnica, incluindo médicos, para esperar a liberação de Valdivia em sua plenitude física. Tanto que deixou o caro jogador fora dos jogos contra o Atlético-PR na Copa do Brasil, por exemplo. Essa ajuda, ao menos, o chileno agradece.
“Antigamente, toda vez que eu me machucava, voltava dez dias ou uma semana antes do que via, acelerava o processo. Quando se acelera, o risco é grande de voltar a ter esse incômodo. Toda vez que me machuquei neste ano, tive o tempo que o departamento médico achou necessário para voltar bem. E o Gilson também fez com que esse tempo fosse respeitado, foi um pouco de tudo”, falou Valdivia, preocupado, na verdade, em assegurar sua responsabilidade.
“Comprometido sempre estive, e nunca tive privilégios. Sempre chego no horário, sendo treino ou tendo que ir para o departamento médico. Tive, sim, uma mudança de postura, mas, com o tempo, percebi que não é a grande diferença. A grande diferença neste ano é que, quando me machuquei, tive o tempo necessário que a lesão precisa para se recuperar e voltar bem”, apontou.

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