Diretor de novos negócios da WTorre, Rogério Dezembro chegou a ser anunciado pelo mestre de cerimônias do seminário Business FC, realizado em São Paulo, nesta terça-feira. “Faltou?”, perguntou o condutor do evento, aparentemente surpreso, quando ninguém subiu no palco após o seu convite.
Dezembro estava escalado para debater em um painel sobre “o papel das novas arenas na transformação do futebol brasileiro”. A conversa contou com as presenças de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e encarregado de gerenciar os negócios da arena do clube em Itaquera, Carlos Eduardo Paes Barreto, da OAS Arenas, e Denio Cidreira, representando a também construtora Odebrecht.
De acordo com a assessoria de imprensa da WTorre, alteraram o horário da apresentação de Rogério Dezembro e só o avisaram “de última hora” através de um e-mail, que o diretor não leu. Ele até teria chegado ao local do evento, mas já depois de seu painel de debates, limitando-se a tomar café e a conversar com os organizadores, sem mais chances de participação.
Sem Rogério Dezembro, o seminário não teve nenhum palestrante que falasse sobre temas específicos do Palmeiras ao longo do dia. Raí, ídolo do São Paulo, também não compareceu a um painel sobre “o papel do Estado na reestruturação dos clubes”, mais cedo. O time do Morumbi, no entanto, acabou representado por José Francisco Manssur, assessor da presidência do clube, que substituiu o vice-presidente social e de esportes amadores, Roberto Natel, na discussão sobre planos de sócio-torcedor.
A WTorre está em litígio com o Palmeiras em função do número de cadeiras que cada parte terá direito de explorar na arena do clube, o que poderá até atrasar a entrega do estádio, fechado para obras desde julho de 2010 e com a última previsão de reabertura marcada para o primeiro trimestre de 2014, ano do centenário palmeirense.
Não foi a primeira vez em que problemas afastaram nomes ligados ao Palmeiras de eventos como o que ocorre nesta terça-feira. No ano passado, em seminário similar realizado exatamente no Palestra Itália, o então presidente do clube, Arnaldo Tirone, e seu primeiro vice-presidente, Roberto Frizzo, não deram as caras. Na véspera, os dois escaparam de agressões até em uma lanchonete de Frizzo após derrota para o Corinthians na campanha que terminou com o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.
*Colaborou William Correia






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