Em nove jogos pelo Palmeiras, Eguren recebeu quatro amarelos, três deles na Série B, tornando-o desfalque por suspensão no sábado, contra o Joinville. Diante da estatística de quase um cartão a cada dois jogos, o volante fala em azar e consequência de infrações obrigatórias em sua função no campo.
“Outro dia recebi cartão por azar, virei com o jogador adversário muito perto de mim”, comentou o uruguaio, advertido no sábado, contra o Paraná, por deixar o cotovelo à altura do rosto de um adversário ao dividir uma bola na entrada da grande área de Fernando Prass. “Tem amarelo que você recebe por uma falta tática que quem joga no meio-campo tem que fazer”, prosseguiu.
De qualquer forma, o jogador já se sente à vontade no futebol brasileiro, independentemente dos cartões que recebeu mesmo tendo sido titular somente duas vezes no Verdão. “A obrigação de se adaptar é minha, e já estou adaptado, feliz. Está tudo bem”, minimizou.
Em sua entrevistas, o camisa 5 sempre mostra sinceridade apontando suas limitações técnicas, e por isso não deixará de marcar da forma mais implacável que conseguir para ajudar o Palmeiras. Os amarelos que pode receber não o assustam. “O meu jogo é recuperar a bola e jogá-la fácil para quem organiza e pode construir o nosso jogo.”
Se em campo os números podem contestar a adaptação do ex-jogador do Libertad, do Paraguai, ao Brasil, fora dele é possível ver sua evolução falando português quase fluentemente. “O mais difícil é conjugar os verbos sem errar, mas me ajudam muito no vestiário, mesmo brincando”, contou.






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